Ao longo da vida, muitos casais são influenciados por crenças distorcidas sobre sexualidade. Esses mitos, quando não questionados, geram frustração, insegurança e afastamento emocional.
Vamos esclarecer alguns dos mais comuns:
* “Homens têm mais desejo sexual do que mulheres”
Esse é um dos mitos mais difundidos. O desejo sexual não é determinado pelo gênero, mas por fatores individuais como história de vida, contexto emocional, saúde e dinâmica do relacionamento. Existem mulheres com alto desejo e homens com menor frequência e isso é absolutamente normal.
* “Mulheres perdem o desejo após a menopausa”
A menopausa marca mudanças hormonais, mas não o fim da sexualidade. Muitas mulheres, inclusive, relatam maior liberdade e conexão com o próprio corpo nessa fase, mantendo uma vida sexual ativa e satisfatória.
* “Homens estão sempre prontos para o sexo”
Essa crença coloca uma pressão silenciosa sobre o homem. O desejo masculino também oscila e pode ser impactado por estresse, cansaço, questões emocionais e saúde física. Nem sempre estar disposto é sinônimo de virilidade.
* “Falta de desejo é um problema feminino”
A diminuição do desejo pode afetar qualquer pessoa. Reduzir isso a uma questão feminina invisibiliza o sofrimento masculino e dificulta o diálogo dentro da relação. O desejo é multifatorial e precisa ser compreendido com empatia.
* “Masturbação diminui o desejo sexual”
Pelo contrário. A masturbação pode ser uma ferramenta saudável de autoconhecimento, ajudando a pessoa a entender seu corpo, suas respostas e preferências o que, muitas vezes, melhora a vida sexual a dois.
* “O desejo sexual diminui inevitavelmente com a idade”
O que muda com o tempo não é necessariamente o desejo, mas a forma de vivenciá-lo. A sexualidade pode se tornar mais profunda, consciente e conectada desde que haja cuidado com a saúde e com a relação.
* “Homens precisam de sexo com mais frequência do que mulheres”
A frequência ideal não segue regras universais. Cada indivíduo possui seu próprio ritmo. Comparações baseadas em gênero tendem a gerar cobranças e desalinhamento entre o casal.
* “Homens precisam de sexo regularmente para serem saudáveis”
Não existe evidência científica que comprove essa afirmação. A saúde sexual está mais relacionada ao bem-estar físico, emocional e relacional do que à frequência de relações sexuais.
Em resumo:
O desejo sexual não segue padrões rígidos. Ele é uma experiência íntima, influenciada por fatores biológicos, emocionais e relacionais. Quando casais se libertam desses mitos, abrem espaço para uma vivência mais leve, verdadeira e conectada da sexualidade.
Dr. Celso Marzano é urologista, terapeuta sexual, autor de livros e influencer.
www.celsomarzano.com.br
youtube: dr celso marzano @celsomarzano








