Desde a sua criação ou de sua definição como ciência, a Medicina sempre atuou em prol da saúde e da humanidade, embora em seu período mais rudimentar, as técnicas, ainda primitivas, permitiam tratar os problemas – doenças – depois de sua descoberta ou até pelo desconforto que causava, como por exemplo resolver uma dor de cabeça com a trepanação, que consistia em ‘furar’ o crânio, abrindo um ou mais orifícios com uma broca cirúrgica – o trépano -, com o objetivo de escoar o sangue e/ou fluídos acumulados em seu interior para cuidar de traumatismo craniano.
Aliás, a metodologia utilizada pelo ‘Pai da Medicina’, assim considerado o médico grego Hipócrates – que viveu entre 460 a.C. e 370 a.C., na Grécia Antiga -, logo foi deixada para trás, até porque o próprio doutor afastou a mítica ideia de que as doenças eram provenientes de castigos dos deuses ou dos miasmas oriundos dos pântanos.
Assim, Hipócrates estabeleceu que a Medicina é uma ciência biológica e observacional, com base na análise de sinais, sintomas e no Juramento de Hipócrates. Entretanto, naquele período ainda não se abordava a medicina como preventiva, mas, sim, para corrigir os problemas depois de detectados, o que conhecemos hoje como a medida corretiva.
Porém, a separação da prática médica da religião e do misticismo trouxe um outro olhar para os tratamentos, o que é primordial para promover uma vida mais saudável e longeva.
Contudo, essa explicação da era da medicina perdurou por muitos anos; aliás, ainda hoje, muitas metodologias ainda são praticadas, mas não da mesma forma grosseira de outrora.
Certamente, esse conceito antigo de medicina, ao ser extinto, deu espaço a antibióticos e vacinas, e nos dias atuais, a humanidade pode usufruir dessa importante contribuição para uma saúde expandida, a ‘expanded health’, o que significa dizer que a Medicina evoluiu, os métodos foram aprimorados, as técnicas aperfeiçoadas e a tecnologia em franco e constante avanço. Contudo, ainda convivemos com doenças que matavam e ainda ceifam muitas vidas, e como as mais letais estão o câncer, o Alzheimer, além de diabete tipo 2 e as cardiopatias.
Como o ciclo de vida – natural e inevitável – que passa despercebido, o ser humano só se dá conta do passar do tempo quando se encontra com o seu ‘futuro’, e lá, ele já nasceu, cresceu, reproduziu e está prestes a concluir sua trajetória.
Por isso, prepare-se para se encontrar com seu futuro; inclusive, a epigenética comprova que hábitos saudáveis, como boa alimentação e a prática de atividades esportivas são mais importantes para a saúde do que a genética propriamente dita.
Por essa razão, algumas dicas são essenciais para que seja possível olhar para o futuro e ver um envelhecimento sadio e ativo, e os ingredientes dessa receita são simples: atividade física, boa alimentação, descanse, respeite seu valioso sono, os medicamentos, quando necessários, além do convívio social.
Para finalizarmos, não se esqueça que a atividade física estimula uma boa alimentação, que consequentemente traz mais qualidade de sono, o que diminuirá ou eliminará o uso de remédios, e o convívio será a fonte da socialização e bem-estar emocional e humano.
João Carolino é engenheiro, empresário e maratonista







