Estudo disponibilizado pelo National Institute of Health (NIH), dos Estados Unidos, apontou redução significativa dos sintomas vasomotores, como ondas de calor e sudorese noturna, em mulheres submetidas à acupuntura. De acordo com os autores, a melhora foi observada durante o acompanhamento e se manteve por até seis meses após o término das sessões.
O climatério é uma fase natural de transição do organismo feminino, marcada pela redução progressiva da função ovariana. Nesse período, são frequentes manifestações como fogachos, alterações do sono, irritabilidade, queda da libido e mudanças metabólicas. Nem todas as mulheres apresentam sintomas intensos, mas, quando eles ocorrem, podem impactar a rotina e a qualidade de vida.
Dentro da Medicina Tradicional Chinesa, essas queixas são interpretadas como sinais de desequilíbrio funcional do organismo. A abordagem terapêutica costuma combinar técnicas como acupuntura e o uso de preparações fitoterápicas individualizadas.
A acupuntura consiste na estimulação de pontos específicos do corpo por meio de agulhas finas, prática que busca modular respostas do sistema nervoso e hormonal, o que pode contribuir para a diminuição de sintomas como ondas de calor, ansiedade e insônia.
Já as chamadas fórmulas magistrais chinesas, compostos fitoterápicos preparados de acordo com a avaliação individual, são utilizadas com o objetivo de auxiliar no controle de sintomas persistentes e no bem-estar geral.
A associação das duas terapias é utilizada de forma complementar, e os primeiros efeitos costumam ser percebidos entre três e seis semanas de acompanhamento, variando conforme cada paciente.
As práticas integrativas não substituem necessariamente os tratamentos médicos convencionais, mas vêm sendo investigadas como opções adicionais de cuidado durante o climatério, especialmente para mulheres que não podem ou não desejam utilizar terapia hormonal.
Alexandre Bucci
é especialista terapêutico do Studio Puro Equilíbrio









