20 anos de história

Kléber Paiva celebra aniversário da KPContabilidade, com o compromisso de continuar ao lado dos empreendedores do ABC

Empreender no Brasil nunca foi simples. A maioria das empresas não ultrapassa os primeiros anos de atividade, pressionada por falhas de planejamento, decisões tomadas sem apoio técnico e uma relação pouco estruturada com o ambiente tributário. Chegar aos 20 anos de atuação, portanto, não é apenas uma marca de tempo, é sinal de adaptação, disciplina e coerência.

É nesse cenário que a KPContabilidade celebra duas décadas de história, em 2026. À frente da empresa está Kléber Okumura Paiva, CEO e fundador da empresa, que construiu o escritório contrariando estatísticas e ajudando empresas do Grande ABC a se organizarem, planejarem seus tributos e tomarem decisões mais seguras.

Explicando que “nunca foi fácil e nunca foi sorte. Foi muito trabalho, disciplina e persistência”, Kléber diz que ao longo desses 20 anos, a KPContabilidade deixou claro que cumprir obrigações é apenas o ponto de partida. “O diferencial sempre esteve em orientar empresários a entenderem o impacto de cada decisão e a enxergarem a organização contábil como ferramenta de sobrevivência e crescimento”.

Da Redação com Cadu Proieti

 

A história da KPContabilidade começa muito antes de sua formalização. Começa na vivência prática de seu fundador. Ainda adolescente, Kléber já lidava com controle financeiro vendendo cocadas no calçadão da Rua Oliveira Lima, no Centro de Santo André, seu primeiro emprego.
Segundo conta, a contabilidade entrou em sua vida de forma natural. Em 1995, ao iniciar a faculdade de Ciências Contábeis, passou a conciliar estudo e trabalho, acumulando experiências em auditoria, controladoria, perícia, setor público e setor privado. Mais tarde, como CFO de multinacional, viveu de dentro os desafios de um gestor no mundo corporativo.

Em 2006 começou a ajudar amigos que precisavam de auxílio contábil para iniciar ou administrar seus negócios; as indicações foram surgindo, passou a atender os amigos dos amigos, sempre atento a dicas do pai de uma amiga, fundador de outro tradicional escritório na cidade, e foi aí que utilizou então as economias de uma rescisão de trabalho CLT para iniciar o próprio escritório.

Surgia então a KPCON. “Iniciar um escritório de contabilidade do zero e com poucos recursos é uma tarefa muito difícil. Foram muitas noites em claro, trabalhando 16, 18 horas por dia e controlando cada despesa para poder cumprir metas e objetivos; os controles incluíam a limitação rigorosa com o tempo e a economia com as refeições”, relata.

Sem sócios Kléber, assumiu sozinho todas as funções da empresa, do atendimento à execução técnica, da gestão administrativa à limpeza do espaço.

Em 2009, a empresa se formalizou. A partir daí, começou um processo gradual de crescimento, sempre sustentado por escolhas prudentes e foco no longo prazo.

Respeito não se conquista com promessas
O patamar de respeito alcançado pela KPContabilidade ao longo de duas décadas não veio de discursos prontos ou soluções milagrosas. Veio da forma como o escritório escolheu atuar desde o início. “Sempre nos preocupamos em apresentar aos clientes opções técnicas para solucionar problemas, evitar ou administrar contingências, trabalhando de forma transparente, correta e justa, com foco na sobrevivência jurídica, manutenção e crescimento de nosso clientes”, diz Paiva, explicando que a atuação da KPContabilidade se baseia na combinação entre conhecimento técnico, experiência de mercado e entendimento real das necessidades de cada cliente. “Buscamos sempre a melhor harmonia entre o que o cliente precisa e o que ele deseja. Nem sempre o caminho mais fácil é o mais seguro”.

Hoje, com investimento contínuo nos melhores sistemas disponíveis no mercado e profissionais experientes, o escritório atende empresas de diferentes portes, segmentos e regimes tributários, incluindo Lucro Real e Terceiro Setor. A atuação da empresa ultrapassa os limites regionais, mas faz questão de não perder o vínculo com o Grande ABC.

Reforma Tributária: desafio do ano
O ambiente empresarial passa por uma transformação profunda neste ano. Início de vigência da Reforma Tributária, inteligência artificial, novas tecnologias e o maior rigor do poder público redefiniram a forma como empresas operam.

Para Paiva, o maior desafio não está apenas na tecnologia, mas nas pessoas. “A inteligência artificial terá quase todas as respostas. Nosso maior desafio será ter profissionais capacitados que saibam quais perguntas devem ser feitas.”

Um novo marco para empreendedores
Segundo ele, a Reforma Tributária inaugura um novo momento para o ambiente empresarial brasileiro. Mais do que uma mudança de regras, ela impõe uma transformação profunda na forma como as empresas se organizam, registram suas operações e se relacionam com o poder público. Para muitos empreendedores, o impacto ainda é subestimado, mas, o modelo tradicional de fiscalização está sendo substituído por um controle digital muito mais eficiente, detalhado e automatizado, no qual inconsistências deixam de ser exceção e passam a ser rapidamente identificadas. “A fiscalização como conhecíamos abre espaço para um controle digital quase absoluto. Hoje, pouco ou nada se faz fora do que é correto, sob pena de autuações ou até paralisações automáticas de processos”, diz.

Nesse novo cenário, a margem para improviso praticamente desaparece. Empresas que não possuem registros fiéis, controles bem estruturados e processos organizados tendem a sentir os impactos de forma muito mais intensa. “As empresas com maior fidelidade aos registros e controles das suas operações serão menos impactadas. A reforma traz um novo conceito de negócio que todos teremos de aprender juntos”.

Kléber ressalta que a Reforma Tributária não atua de forma isolada. Ela vem acompanhada do avanço das tecnologias de fiscalização, do uso intensivo de dados e da integração entre sistemas públicos, o que torna o ambiente mais rigoroso e menos tolerante a falhas.

Esse contexto impõe um desafio adicional aos empreendedores: compreender que fazer o certo, mesmo quando isso reduz margens no curto prazo, passa a ser uma condição de sobrevivência no médio e longo prazo. “O detalhe, o controle e a coerência das informações passam a ser determinantes. Não se trata mais apenas de pagar imposto, mas de estruturar a empresa para um ambiente muito mais controlado”, explica o CEO da KPContabilidade.

Estratégia é o caminho
Diante desse novo cenário, a atuação do escritório contábil se torna ainda mais estratégica. Para Paiva, não basta executar obrigações fiscais, é preciso ajudar o empresário a atravessar o processo de adaptação com segurança.

A KPContabilidade tem como uma de suas principais habilidades o apoio a empresas em dificuldades administrativas e operacionais, especialmente em momentos de transição. “Normalmente começamos com uma análise de perfil e cenário, avaliando riscos e oportunidades. O objetivo é conduzir a empresa para uma administração mais tranquila e segura. Esse trabalho envolve revisão de processos, organização de controles, adequação à nova lógica tributária e orientação contínua para decisões mais conscientes. “A reforma certamente dificultará a adequação de muitas empresas ao novo modelo. Nosso papel é ajudar nessa transição, preparando o empresário para um universo mais correto e controlado.”

Ao unir conhecimento técnico, experiência de mercado e leitura estratégica do ambiente econômico, a KPContabilidade se posiciona como parceira essencial para empresas que desejam não apenas se adequar à Reforma Tributária, mas seguir competitivas em um cenário cada vez mais exigente.

Quem é Kléber Paiva
Como já dito, de vendedor de cocada no Centro de Santo André, a um dos empresários mais respeitados da região no ramo contábil, Kléber Paiva é andreense, e mantém forte vínculo com suas origens, atuando de forma frequente em projetos sociais e organizações civis tradicionais, como o Rotary, Conseg (Conselho de Segurança Pública), Ouvidoria e o Instituto Fundação Santo André.

Entre os momentos mais marcantes da vida, ele cita ter sobrevivido à covid-19, quando chegou a ser desenganado pela equipe médica, em 2020, e o nascimento da filha Karen, hoje com quatro anos.

Nos momentos livres, diz que encontra equilíbrio no interior, cuidando da chácara, da terra e dos animais, ou descansando na praia.

Ao olhar para o futuro, a visão de Paiva é muito clara. “Busco uma organização contábil cada vez mais estruturada, consolidando a referência como um prestador diferenciado pela qualidade, eficiência e segurança do serviço. Durante a pandemia, a classe contábil teve um papel importantíssimo no auxílio à manutenção e sobrevivência jurídica das empresas. Nós, da KPCON, buscamos desde o início estar junto de nossos clientes e parceiros, auxiliando e orientando cada dia, cada passo ante as dificuldades daquele período, assimilando e compartilhando cada informação. Chegamos a utilizar nossas economias e adquirir empréstimos para subsidiar parcialmente e temporariamente as mensalidades de alguns clientes com maior dificuldade naquele momento. Um momento muito difícil que, após superado, fomos agraciados com um aumento significativo no tamanho de nosso escritório”, relembra.

Por fim, e com toda essa bagagem, é aos jovens contadores que Kléber deixa um conselho simples, mas decisivo: “Paciência, disciplina e dedicação. Não existe atalho que se sustente no longo prazo”.